Lya Luft
27 / Abril / 2008
“Vem refletir comigo, vem me ajudar a indagar.”
[...] digo que somos importantes, e bons, e capazes, mas também digo que somos tantas vezes fúteis, que somos medíocres demasiadas vezes. Digo que poderíamos ser muito mais felizes do que geralmente nos permitimos ser, mas temos medo dos preços a pagar. Somos covardes.
[...] sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza.
Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada “ser feliz”. (Vejo sombrancelhas arqueando-se ironicamente diante dessa minha romântica afirmação).
Cada um em seu caminho e com suas singularidades.
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Pois viver deveria ser – até o último pensamento e o derradeiro olhar – transformar-se.
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Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo, devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente.
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Somos transição, somos processo. E isso nos perturba.